“Ela passou a maior parte da vida sem notar que estava nele. Bons tempos aqueles em que estava a serviço em algum país onde ninguém a conhecia, de onde mandava reportagens sobre mortes em massa e sobre sua própria segurança. Mas eram outros tempos – geralmente em Nova York, geralmente em festas – em que não havia nada que não fosse seu corpo. Ela ficava claustrofóbica em seu apertado ser. Ficava insegura em seu folgado ser. O tamanho e a forma de seu corpo não correspondiam ao tamanho e à forma dela.”
Jonathan Safran Foer, Quarto após quarto
. Nunca pensei que alguém que me encantasse tanto pudesse me decepcionar com a mesma rapidez. Aconteceu comigo. Apelou pra uma estratégia barata. Já quis tanto que viesse atrás.. mas o mundo dá voltas.
. Minha psicóloga disse que não posso deixar a ansiedade e o stress alheios me contaminarem. E o que eu faço se a maior ansiedade do mundo vem de dentro?
. Estou gostando de espaços vazios. Dá para medir distâncias através de ausências?
Gente, A-D-O-R-O ser acordada com o telefone tocando às 7h da manhã. E sempre é engano ou algum funcionário sem noção de empresa de telefonia móvel. Hoje foram um pouco mais criativos e mandaram o MOTORISTA da minha ex chefe me ligar à essa hora. O que eu digo em tais ocasiões?

Tesão né gente? Daí, jáqueutavalásemfazernada, acabei pegando fui dar aquela pesquisada de bizarrices na net. Já viram isso?
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7983965369199310807
Outras opções de diversão para madrugadas insones são os blogs de subcelebridades, globais ou não. Dá um google e procura o da Sheila Mello, da Pat Beijo (who?) ou o da Carla Perez e sua profusão de gifs animados, só pruma palhinha. Sério, parece blog de uma criança de 5 anos.
Daí, vc pode ir no youtube e ver essas maraviglias que são as novas candidatas a vocalista do Bonde do Rolê. Atenção nos minutos finais, muito nojo nessa hora.
Texto antigo, escrito para uma aula da faculdade em 2005. Encontrei hoje arrumando minhas coisas, nem lembrava dele.
Vida Maiúscula
A gente sabe que encontrou o Amor, aquele com ”a” maiúsculo, quando as respostas que sempre buscávamos não têm mais tanta importância. A inquietação de viver – a angústia que era ar rarefeito – subitamente se abranda. O Amor nos diz: viver não é só esperar pela morte.
Quando descobrimos o Amor enxergamos que, por mais contentes que estivéssemos com a variação de luz a qual chamamos Vida, a vida não era inteira. A Vida é trampolim. O Amor nos assegura que a queda (necessária) não vai doer tanto. Há alguém que nos empurra para o abismo e nos espera lá embaixo.
Esse outro que é Amor sólido e perfeito em sua imperfeição nos faz acreditar um pouco mais em nós mesmos. Se metade de nós é real, não somos sonho. Vivemos, enfim, por completo. Se o outro, o Outro, veio até mim, é porque tenho algum valor.
O Amor maiúsculo ensina aprendendo, concebe realizando. Amor é vida eterna, é um exagero possível, é a compreensão aos poucos do encanto dos poucos. É quando o sufoco se torna suportável, por termos alguém com quem dividi-lo. Amar não é a extinção da dor de viver. É realizar o quanto ela pode ser prazeirosa.
#1 Me disseram que as nuvens são eternas.
#2 Eu gosto de vê-las passando, que nem filme.
Um dos livros que leio no momento é o Granta, que foi lançado aqui pela Alfaguara como livro mas que, na verdade, é uma revista literária inglesa. Esta edição é de contos dos ditos “melhores jovens escritores norte-americanos” (por jovens, leia-se nascidos após 1970). Achei alguns bem fraquinhos, mas muitos outros são valiosos.
Ultimamente, estou obcecada em descobrir novos escritores. Já tive a minha fase com música, quando ainda usava soulseek, e baixava zilhões de bandas – não conseguia escutar nem metade, claro. Perdi muito tempo escutando lixo, mas descobri muita coisa boa também.
Eu faço isso por paixão. Porque quero acreditar que ainda hoje surjam aqueles capazes de produzir clássicos. Na minha busca por escritores novos, por exemplo, gostaria de achar o novo Borges, a versão século XXI do Cortázar, alguém que entenda sobre o amor e o indizível tão bem quanto Clarice ou Guimarães Rosa. Não que eles não bastem em si mesmos. Mas é que quero passar pela vida muito bem amparada, e tem muita vida pela frente.
Todo ano que eu assisto o Oscar, fico de saco cheio dos discursinhos combinados e das piadinhas sem graça. Mas devo confessar que, hoje, até miemocionei nalgumas partes. Que triste, né, o fato de o Oscar me fazer derramar lagriminhas! Tão pouco para tanto!
Mas eu A-D-O-R-O assistir para ver os vestidos e as jóias bafo, admirar belas atrizes e atores gostosões. Aliás, eu achei que essa edição, especialmente, estava repleta de pitéizinhos-delícia, famosos ou não. Mas sei lá né, hoje eu tou estranha.
AMEI os looks de Marion Cotillard, Cate Blanchett, Tilda Swinton, Anne Hathaway e Hillary Swank, que é sempre deusa. A Angelina fez falta…
E morri com o Javier, James McAvoy, Johnny Depp e um carinha xis, aquele que tocou uma das músicas no vilão, a que ganhou o prêmio, alguém viu?
Dia primeiro de março começo uma nova faculdade. Vou estudar Desenho Industrial, mais especificamente design de produto. Estou beeeeem empolgada.
Não me arrependo de ter feito publicidade. No segundo ano do curso, não aguentava mais a faculdade: descobri que marketing não é comigo, que publicitários se acham demais e eu não gosto disso, odiava várias matérias, e as que eu gostava, de “humanidades” (sociologia, psicologia, semiótica, filosofia, antropologia etc) estavam ficando para trás. Queria trancar, não sabia muito o que fazer, e ainda bem que meu pai praticamente me obrigou a terminar a faculdade. Passou rápido e foi praticamente indolor – excetuando-se o último semestre, não achei que fosse sobreviver ao stress do pge.
Trabalhei em lugares diferentes, gostava no começo e depois bodeava, o que era péssimo, pois podia dar a impressão de que eu não consigo fazer as coisas direito. Claro que, se nunca me adaptei bem a lugar nenhum, é porque de repente não estava gostando do que fazia, da profissão em si. Mesmo assim, aprendi muito nesses lugares, conheci amigos pra vida e bla bla bla, e, no meio disso tudo, percebi que a minha paixão por design poderia ser desenvolvida.
Pensei em arquitetura no começo, mas depois de estagiar num escritório de arquitetura, vi que essa história de ficar visitando obra e pensando em hidráulica e elétrica não era minha praia. Cada vez mais fui ficando certa de que era desenho industrial que eu queria. Aí, finalmente me formei em publicidade – é bizarro quando alguém me pergunta e tenho que responder quesou “publicitária” (blergh) – e felizmente tenho a oportunidade de começar um outro curso segura de que, agora, provavelmente vou acertar.
Ou seja, estou contando os dias para o início das aulas – que traz, junto com ele, muitas outras possibilidades do que somente a formação em design de produto. Esse desconhecido faz com que me sinta ainda mais animada e confiante de que tudo dará certo dessa vez.
Assisti ontem. Tão bonitinho. Quero um final feliz como aquele.
E as músicas não me saem da cabeça. A trilha é a nova droga do verão. Me gusta.
”You’re always trying to keep it real
I’m in love with how you feel
I don’t see what anyone can see in anyone else
But you”
Eles vão erguer um monumento
De luzes, pedra e cimento
Subir uma alta montanha
Em alguma cidade estranha
Para nos homenagear.
Nos vão fotografar
Dar nossos nomes a um livro
Encapado com retalhos de tecido
Vão querer autógrafos
Teremos verbete em dicionário
Farão um inventário
Do que quisermos construir.
E de uma casinha lá embaixo, bucólica
Tudo vamos observar
Escreveremos novas histórias
Inventaremos nossas memórias
Noite à noite, sem cessar.