VOMITANDO COELHINHOS


a primeira vez que ela enxergou a simplicidade (ou sua mania de enxergar histórias em tudo)
Abril 14, 2008, 10:04 pm
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A menina que vomita coelhinhos gosta de beijos roubados, de histórias habitadas por coincidências-verdade, da arte dos filmes e do cotidiano, de músicas-teletransporte, dos que não têm medo, de quem dança junto no meio da sala, de parquinhos infantis, de cachorros e casinhas bucólicas perdidas por aí.

A menina que vomita coelhinhos quer uma vida simples, repleta de beijos, coincidências, arte, música, coragem, dancinhas, cachorro, parquinho e casinha. E que tenha com quem dividir.

O primeiro capítulo já foi escrito, a dedicatória e a introdução também. Só precisa de ajuda para criar uma bela capa.



ao menino que pratica sorrisos
Abril 13, 2008, 10:07 pm
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eu te amo e todo mundo vai saber.

 

 

*post de retomada do blog, que estava meio abandonado. mas o menino que pratica sorrisos também inspira a escrever, a escolher palavras e fazer combinações das mais bonitas com elas. ele sabe.

(continua..)



Acreditando nos testes idiotas do Facebook
Março 18, 2008, 9:13 pm
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anniehall 

Annie Hall é um dos meus filmes preferidos do Woody. E, segundo o Facebook, é também a definição da minha vida amorosa. HAHAHAHA. Pior que pode ser verdade, pela minha vasta experiência até o momento. A verdade é que eu adoro uma complicação.

Your Love Life is Like Annie Hall
“A relationship, I think, is like a shark. You know? It has to constantly move forward or it dies.You believe that love (if you even believe in love!) is a very complicated thing.Maybe love is pain. Or maybe it’s all a big therapy session. You’re still figuring it out.Your love style: Brainy and a bit neuroticYour Hollywood Ending Will Be: Realistic and reflective”

Porque eu sou inútil e adoro perder tempo com besteiras. O Facebook, não o amor.



Vida Maiúscula
Fevereiro 26, 2008, 3:32 pm
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Texto antigo, escrito para uma aula da faculdade em 2005. Encontrei hoje arrumando minhas coisas, nem lembrava dele.

Vida Maiúscula

A gente sabe que encontrou o Amor, aquele com ”a” maiúsculo, quando as respostas que sempre buscávamos não têm mais tanta importância. A inquietação de viver – a angústia que era ar rarefeito – subitamente se abranda. O Amor nos diz: viver não é só esperar pela morte.

Quando descobrimos o Amor enxergamos que, por mais contentes que estivéssemos com a variação de luz a qual chamamos Vida, a vida não era inteira. A Vida é trampolim. O Amor nos assegura que a queda (necessária) não vai doer tanto. Há alguém que nos empurra para o abismo e nos espera lá embaixo.

Esse outro que é Amor sólido e perfeito em sua imperfeição nos faz acreditar um pouco mais em nós mesmos. Se metade de nós é real, não somos sonho. Vivemos, enfim, por completo. Se o outro, o Outro, veio até mim, é porque tenho algum valor.

O Amor maiúsculo ensina aprendendo, concebe realizando. Amor é vida eterna, é um exagero possível, é a compreensão aos poucos do encanto dos poucos. É quando o sufoco se torna suportável, por termos alguém com quem dividi-lo. Amar não é a extinção da dor de viver. É realizar o quanto ela pode ser prazeirosa.



Música que toca
Fevereiro 19, 2008, 2:29 am
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Nem toda canção de amor precisa ser muito elaborada, no sentido métrico e rítmico. “Sea of Love”, da Cat Power, me emociona demais, sobretudo nesses últimos dias, com meu humor em altos e baixos (mais altos, mas os baixos sempre se fazem sentir mais).

Come with me
My love
To the sea
The sea of love

I want to tell you
how much
I love you

Do you remember
When we met
That’s the day
I knew you were my pet

I wanna tell you
how much
I love you

Come with me
My love
To the sea
The sea of love

I wanna tell you
How much
I love you